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Paróquia Nossa Senhora da Conceição Pacajus - Ceará

Capelinha Missionária, explicação do Tríptico de Aparecida

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Por: paroquiapacajus

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Tríptico de Aparecida, Ano da FéO Tríptico de Cristo da Missão ou Capelinha Missionária é um dos símbolos da Grande missão Continental. Obra de Eduardo Velásquez, artista peruano, o Tríptico foi um presente do Papa Bento XVI à Conferência de Aparecida. (cf. DA, pág, 284). Nele estão contidos a espiritualidade e o programa pastoral característicos que propõe o lema da V Conferência: “Discípulos missionários de Jesus Cristo, para que nossos povos Nele tenham vida”. “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6).

O Tríptico flui da tradição da arte cuzquenha (de Cusco, cidade peruana). Com ele se encontra simbolicamente, em Aparecida, a cultura andina que partilham os países do Oceano Pacífico com o mundo de língua portuguesa das costas do Atlântico, ao qual pertence o Santuário Nacional mariano do Brasil. Bento XVI deixou aos países da América Latina e Caribe um presente de sua presença, de sua oração, de suas palavras vivificantes e fortes. Junto a isso está a doação deste tríptico que representa o “Cristo do envio”. O povo crente o irá recebendo, não somente como uma ilustração de verdades. Talvez o fará seu e o transformará, pela oração, em um ícone de sua férvida e confiante devoção, em uma parábola pictórica na qual se unem o Credo da fé com a pessoa do Sucessor de Pedro.

Tríptico de Aparecida, Paróquia PacajusA Igreja Latino Americana e Caribenha considera como marco inicial de sua evangelização um ícone: a figura mestiça de Maria de Guadalupe, representada no manto de São Juan Diego.

Agora Bento XVI retomou essa tradição e entregou aos Bispos participantes do Encontro em Aparecida, um tríptico evangelizador e devocional.

O programa iconográfico se desenvolve interiormente em oito quadros e em outras imagens menores.

1 .O Pai eterno e o Espírito Santo. Coroa o tríptico uma imagem do Pai de Jesus Cristo. É mostrado unido ao Espírito Santo, ao Senhor Ressuscitado. Com esse arremate, todo o tríptico alcança um evidente caráter trinitário, tal como era utilizado nos retábulos da primeira evangelização. Se indica assim qual é a fonte e o destino da história humana. Assim o Deus Uno e Trino é proposto como a suprema realidade do amor, na qual se sustentam e inspiram todas as formas de comunhão e solidariedade que brotam do Evangelho.

2. São Turíbio de Mongrovejo é o grande missionário vindo da Espanha, do primeiro século  do cristianismo na  América Latina. Partindo de sua Sede em Lima, o Bispo místico, realizou gigantesca obra evangelizadora.

3. Santa Rosa de Lima, representa a recepção do Evangelho por parte dos crioulos americanos. Essa leiga nascida em uma família de origem dominicana, chegou  a alto cume de intimidade esponsal  com Cristo  e de heróica  caridade com os pobres.

4. À luz do milagre de Caná  se assinala, catequeticamente, o imperativo pastoral de mobilizar  o amor a Maria por parte dos fiéis chamados a uma obediência irrestrita à vontade de Jesus: “fazei tudo o que Ele vos disser”.  A figura dos esposos, destaca a grandeza.

5. Vocação dos primeiros. Pedro, André, Tiago e João são chamados. Às palavras de escolha de Jesus recebem uma resposta humilde de Pedro que se sente indigno para seguir a vocação de apóstolo. A partir de então serão pescadores de homens. Os quatro escolhidos aceitam remar mar a dentro e lançar as redes somente “no teu nome”. O resultado é uma abundância milagrosa. Deixam tudo. Começam o caminho de seguimento discipular.

6. A multiplicação dos pães. O verde da relva recorda o que aconteceu na primavera. Cristo estende o poder de sua misericórdia, fazendo abundante o alimento escasso, alimento inicial. Porém não é Ele quem entrega o pão à multidão – “dai-lhes vós mesmos de comer”. Os discípulos possuem a tarefa de atender aos necessitados. Ressoa aqui uma urgência inadiável. É o imperativo da Igreja Latino Americana e do Caribe atender aos pobres e marginalizados,”seja no socorro de suas necessidades mais urgentes, como também na defesa de seus direitos” (Homilia dos Bispos em 11 de maio).

7. Encontro com os discípulos de Emaús. Essa cena mostra como Jesus mesmo entra no dinamismo peregrinante da Igreja. Durante o caminho, Ele mesmo explica as Escrituras. E na mesa de Emaús, o Ressuscitado parte e compartilha o pão. Iconograficamente a atenção se focaliza na centralidade da Palavra e da Eucaristia. O texto da legenda registra a intensidade do encontro do discípulo  com seu Mestre. É um ardor contemplativo que levará a um novo trajeto missionário na direção de Jerusalém.

8. A vinda do Espírito Santo. É o nascimento da Igreja. Os apóstolos se congregam em torno de Maria Mãe. Pedro tem as chaves, como símbolo do seu encargo específico no Colégio Apostólico. “Todos ficaram cheios do Espírito Santo”. Aparecem as mulheres, delas fala o Livro dos Atos. Unidade na comunhão do Espírito Santo. Variedade de carismas. Somente pela força divina que o Paráclito lhes concede, poderão assumir a missão confiada.

9. Os discípulos de Jesus evangelizam. Acontece agora. Os discípulos entram na vida de “nossos povos”. A evangelização acontece no diálogo cotidiano. Os discípulos e os missionários do século XXI prolongam o amor e o compromisso de São Juan Diego de Guadalupe, com a Bíblia na mão. Em seu manto vai, impressa pelo céu, a imagem da Virgem.

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