História

Criada em 03 de fevereiro de 1940 a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, teve como seu primeiro vigário o Padre Coriolano de Holanda Cavalcante (Pe. Cori), que era Vigário da Paróquia de Aquiraz desde de 28 de agosto de 1938, tendo como origem a Capela de Nossa Senhora da Conceição de Guarany.

A origem da Paróquia remonta o século XVII, quando, por transferência de suas terras de origem, foram realdeados os índios Paiacus, dando-se ao reinstalado reduto o nome de Monte-Mor o Novo. Hostis e reconhecidamente belicosos, esses Tapuias têm como procedência terras do Açú e do Apodi no Rio Grande do Norte. E, uma vez realdeados, concedeu-lhes o Governo em 1707 uma légua de terras situadas nas margens do Rio Choró, tendo como intermediário o Desembargador Cristóvão Soares Reimão.

Apoiados inicialmente na chamada Missão dos Paiacus, deu-se ao reduto certa configuração urbana, edificando-se casas residenciais e uma capela de taipa e chão batido, admitindo-se como padroeira Nossa Senhora da Conceição, embora novos desassossegos viessem a se intercalar e a formar o que se denominaria Saga dos Paiacus.

O Padre João da Costa da Congregação de São Felipe de Néri, foi primeiro a evangelizar estas paragens no remoto ano de 1696. No local ainda denominado Aldeia da Madre de Deus. Em Dezembro de 1741 os Jesuítas assumiram a vila as margens do rio Choro, onde o irmão Manuel de Macedo ergueu a capela e altar-mor da igreja, onde foi colocada a imagem da padroeira. Em 1759 os Jesuítas foram expulsos pelo Marques de Pombal, havia uma população de 200 Indígenas e 1764 por ordem do mesmo Marquês, os Paiacus foram transferidos para a vila de Porto Alegre no Rio Grande do Norte.

Com o advento da nova ordem, convertendo em Vigararia Geral o passado missionário, coube ao padre Manuel de Macedo supervisionar e assistir eclesiasticamente o reduto, fato que tem registro em data de 20 de dezembro de 1761. Criou-se, então, a Freguesia e edificou-se nova capela, porém a conservar o padroado de Nossa Senhora da Conceição. Extinta segundo Lei nº 32, de 27 de agosto de 1836 e reconstituída a 3 de fevereiro de 1940, permanecendo mais de um século a custódia eclesiástica da Paróquia do Aquiraz.

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